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Arte em Cores / Parte 1

Aqui, um texto geral sobre esta parte da exposição (acho que a separação entre as partes tinha alguma coisa a ver com o suporte da obra, não?).


Afonso Camargo Fona
Afonso José da Silva Camargo – 16/11/1969
Parauapebas – Pará
Título: Gavião
Técnica: Mista sobre MDF
Ano: 2020
Dimensões: 0,90 x 1,83 x 0,015m

Nascido em Santarém (PA), onde viveu até o início da adolescência, aprendeu com o pai e os tios a pintar as tradicionais cuias e a restaurar obras sacras. Já em Manaus, trabalhou como aderecista em agremiações carnavalescas – o que o levou a também atuar nos “bois” Caprichoso e Garantido no Festival de Parintins, o qual, por volta de 1985, começava a se profissionalizar e ganhar os moldes do que se tornou hoje. Ainda na capital amazonense, trabalhou por muitos anos como restaurador no monumental Teatro Amazonas.

Há cerca de trinta anos, mora em Parauapebas e vive de sua arte, mantendo seu ateliê de criação e o engajamento em projetos educativos. Também se interessa pela pesquisa e por experimentos com pigmentos naturais oriundos do ferro, do manganês e de outros minérios abundantes na região. Agraciado como Mestre da Cultura Popular pela Fundação de Cultura do Pará, Afonso Camargo Fona já participou de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. O painel Gavião, produzido ao longo do projeto Arte em Cores, faz uma homenagem ao povo Gavião, de origem xikrin, e ao mito indígena relacionado à ave de rapina.

  acamargofona@hotmail.com

Beatriz Marian Ferreira Garcez
Beatriz Marian Ferreira Garcez
Vitória do Mearim – Maranhão
Título: Encantos do Maranhão
Técnica: Mista sobre MDF
Ano: 2020
Dimensões: 1,83 x 0,90 x 0,015m

Nascida na cidade de Arari e residente em Vitória do Mearim, a artista Beatriz Garcez, de 23 anos, desenvolveu seu talento para a arte ainda na infância e, desde então, vem se aprimorando e mostrando muita dedicação em suas produções artísticas. Atuante na área da administração e voluntária em projetos sociais, Beatriz se dedica à pintura em tela nas horas livres e não pensa em vender suas obras: faz, por amor, e doa.

A obra de sua vida se intitula Encantos do Maranhão, que reúne pontos importantes que remetem à cultura, ao turismo e à história do estado e da sua capital, São Luís. Por aqui, a arte fez morada e nela habita os mais singelos traços do melhor que este mundo pode nos oferecer.


Carlinhos Pintor
Carlos André Vieira Mascarenhas – 11/08/1978
Tucumã – Pará
Título: Mapa
Técnica: Mista sobre MDF
Ano: 2020
Dimensões: 0,90 x 1,83 x 0,015m

Maranhense de Coroatá e residente em Tucumã, no Pará, há mais de 20 anos, dedica-se ao ofício das tintas. Além dos painéis e telas, trabalha com pintura residencial e automotiva. Como artista, já atuou em projetos sociais e terapêuticos, realizando oficinas de criação em ONGs de atendimento a crianças e adolescentes e ensinando técnicas artesanais a adultos em atendimento no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).

Na obra selecionada, intitulada MAPA, Carlinhos Pintor mescla aspectos da diversidade cultural e natural do Maranhão e do Pará – como a castanha, o babaçu, o sonho do ouro, o carimbó e o bumba-meu-boi. O título da obra é uma junção das siglas das duas unidades federativas.

  hkartespinturastuc@gmail.com


Carlos Zébra
Carlos Augusto Rodrigues Pereira – 15/08/1959
Alto Alegre do Pindaré – Maranhão
Título: Iniciação
Técnica: Mista sobre MDF
Ano: 2020
Dimensões: 0,90 x 1,83 x 0,015m

Natural de Santa Inês (MA) e residente em Alto Alegre do Pindaré (MA), é um artista maranhense autodidata, que há mais de 30 anos explora diferentes linguagens que vão da serigrafia à pintura a óleo sobre tela. Atualmente trabalha como designer gráfico e ocupa o cargo de Secretário de Cultura do município.

Há alguns anos afastado dos pincéis, o artista viu no Projeto Arte em Cores uma oportunidade para retomar a produção. Assim, nasceu o painel Iniciação – nome com que buscou definir sua chegada ao mundo das artes urbanas, tão novo e desconhecido para o artista, apesar de sua longa trajetória por outras linguagens.

  carloszebrazebrao@gmail.com

Cleyton Ferreira Santos
Cleyton Ferreira Santos – 06/04/1995
Alto Alegre do Pindaré – Maranhão
Título: Mandela
Técnica: Mista sobre MDF
Ano: 2020
Dimensões: 1,83 x 0,90 x 0,015m

Natural de Alto Alegre do Pindaré (MA), onde sempre viveu, trabalha como funcionário público e é um artista autodidata, em busca de novas referências – hoje mais acessíveis com a internet. O projeto Arte em Cores foi a primeira experiência em seletiva e exposição.

Adepto das técnicas de desenho realista, tem a arte como atividade profissional paralela e produz trabalhos por encomenda. No painel exposto, utilizou técnicas mistas em tinta acrílica para retratar uma temática que aparece com frequência em seu trabalho: a força e a garra da mulher – especialmente da mulher negra. Para o título, buscou o nome que é sinônimo de luta pelo fim da desigualdade racial no mundo: Mandela.

  cleyton-jesuscristo@hotmail.com

Ellen de Kássia Sousa Ericeira
Ellen de Kássia Sousa Ericeira – 22/09/1998
Arari – Maranhão
Título: Justiça
Técnica: Mista sobre MDF
Ano: 2020
Dimensões: 0,90 x 1,83 x 0,015m

Artista natural e residente em Arari (MA), desenvolve principalmente trabalhos a partir de técnicas de desenho realista com lápis grafite. Atualmente, estuda Nutrição. O interesse pelas artes nasceu na infância, ao participar de seletivas para oficinas gratuitas de Mangá, realizadas por meio de um convênio da prefeitura local. Posteriormente, fez curso livre de desenho realista e, desde então, realiza projetos autorais e por encomenda.

Justiça foi seu primeiro grande painel e também a primeira experiência com a pintura e as técnicas da arte urbana. Na obra buscou trazer para a reflexão um tema que ficou abafado diante do atribulado ano de 2020: o caso Mari Ferrer, relacionado a denúncias de abuso, machismo e polêmicas na condução do processo judicial.

  ellendekassiaericeira@gmail.com

Everton Ferreira da Silva
Everton Ferreira da Silva – 17/09/2000
Parauapebas – Pará
Título: Profundeza
Técnica: Mista sobre MDF
Ano: 2020
Dimensões: 0,90 x 1,83 x 0,015m

É um artista e tatuador nascido e residente em Parauapebas (PA). Ainda criança demonstrava grande talento para o desenho, tendo sido estimulado pela família e por professores. A primeira exposição individual ocorreu ainda aos oito anos de idade na escola onde cursava o ensino fundamental. Já no ensino médio, procurou aprimorar as técnicas de desenho com o objetivo de cursar arquitetura. Chegou a fazer cursos ligados ao desenho arquitetônico, mas não ingressou na universidade, tendo escolhido o caminho da tatuagem antes de concluir o ensino médio.

Profundeza é um painel em sistema de ornamentos caligráficos abstratos que, de acordo com o artista, foi realizado em círculos para incitar maior sensação de profundidade. Essa foi a primeira vez que participou de uma seletiva. Segundo o artista, esse também foi o projeto de maior envergadura de que participou, tendo a oportunidade de conhecer “ótimos artistas do Norte e do Nordeste”.

  nottreves.tattoo@gmail.com

Fabiano Dias de Sousa
Fabiano Dias de Sousa - 24/08/1988
Ourilândia do Norte - Pará
Título: Vale e o meio ambiente abstract
Técnica: Mista sobre MDF
Ano: 2020
Dimensões: 0,90 x 1,83 x 0,015m

Paraense de Redenção, vive em Ourilândia do Norte, onde trabalha como editor audiovisual e quadrinista. As principais referências para seus painéis vêm do HQ e da pintura abstrata, sendo também influenciado pelo contexto da região – com a presença de aspectos naturais amazônicos, rurais e da mineração.

Na obra selecionada, Vale e o ambiente abstract, o artista funde elementos sociais e naturais a intervenções gráficas, tendo como ponto de partida imagens noturnas da região onde mora.

  fs906453@gmail.com

M S Graffit
Miguel Sousa Neto – 04/04/1979
Pindaré Mirim – Maranhão
Título: Minha Terra, Minhas Raízes
Técnica: Mista sobre MDF
Ano: 2020
Dimensões: 0,90 x 1,83 x 0,015m

Formado em Letras e Pedagogia, é um artista plástico autodidata, graffiteiro e artesão. Nasceu em Pindaré Mirim, no Maranhão, onde vive e atua ativamente na produção cultural local – especialmente, na ornamentação pública dos festejos de carnaval, quadrilha junina e bumba-meu-boi.

Para o painel “Minha Terra, Minhas Raízes”, o artista traz diversas referências que simbolizam o berço da cultura maranhense, como o próprio boi, o pescado, o babaçu, os ascendentes indígenas, além dos aspectos naturais representados pela onça e pelas araras. Mesclando diferentes técnicas do grafite urbano e da aerografia, utiliza pistola, pincel, rolo e ainda mosaico de penas, dentes artificiais e lantejoulas para compor sua homenagem às etnias Tupinambá, Kayapó, Guajajara e Urubu-kaapor. No painel é possível também observar o famoso Engenho Central de Pindaré Mirim.

  msgraffit@gmail.com

Reginaldo Ferreira
Reginaldo Ferreira Silva – 10/07/1985
Alto Alegre do Pindaré – Maranhão
Título: Facínora
Técnica: Mista sobre MDF
Ano: 2020
Dimensões: 1,83 x 0,90 x 0,015m

Nascido e criado em Alto Alegre do Pindaré (MA), o artista ainda cedo manifestou o dom pelos desenhos. O acesso a materiais, porém, não era a realidade do menino, filho de pai e mãe que trabalhavam na lida de quebrar coco de babaçu para sustentar a família. Os primeiros pincéis e a tinta guache lhe foram apresentados mais tarde, como presente do poeta Altemar Lima, que enxergou e incentivou o talento nato do garoto.

Quando chegou a vez de estudar e se profissionalizar, os caminhos tiveram que ser outros, mas a arte sempre seguiu como atividade paralela. Formado como técnico agrícola e graduado em Pedagogia, Reginaldo Ferreira hoje concilia o emprego público com os pincéis. A cultura local e a biodiversidade da sua região são temáticas recorrentes. Em Facínora, faz uma crítica à ação perversa do homem que ameaça a vida e a cultura dos índios, provoca o assoreamento do Rio Pindaré, acelerando o desaparecimento das capivaras e a mortandade dos peixes.

  reginaldosilva071085@gmail.com

Rod77
Rodrigo Martins Ferreira – 18/11/1977
Parauapebas – Pará
Título: Pulsatrix de Escher
Técnica: Mista sobre MDF
Ano: 2020
Dimensões: 0,90 x 1,83 x 0,015m

Geógrafo e professor em Parauapebas (PA), Rodrigo Martins utiliza a arte para falar de conservação. Nascido em Belo Horizonte, há dez anos trocou as Minas Gerais pela Amazônia. A principal influência artística é o pai, que o ensinou a construir maquetes arquitetônicas e, juntos, trabalharam neste ofício por mais de 15 anos. Já a inspiração vem das viagens, da estrada e de conhecer culturas diferentes. Além do grafite, cria bonecos para teatro, atua como DJ e participa de projetos culturais ligados ao hip hop na região.

Em Pulsatrix de Escher, o artista cria uma coruja estilizada, um exemplar da família pulsatrix perspicillata, conhecida popularmente como murucututu, bastante comum na Amazônia e na Mata Atlântica do Nordeste. Em tons alegres e grafismos que remetem ao pintor holandês Maurits Cornellis Escher e também à cultura indígena e marajoara, Rod77 busca chamar a atenção para a preservação das florestas, já que essa e outras grandes aves de rapina dependem do equilíbrio de todo o ecossistema para se manterem vivas.

  rodrigomfgeo@gmail.com

Vagner Salasar Santana
Wagner Salasar Santana – 28/09/1986
Açailândia – Maranhão
Título: Onça Pintada
Técnica: Mista sobre MDF
Ano: 2020
Dimensões: 1,83 x 0,90 x 0,015m

Natural de Açailândia, no Maranhão, é um artista plástico autodidata, que atua como desenhista e tatuador. Alcançou certo prestígio por suas pinturas e desenhos realistas de celebridades de personagens do cinema, da TV, da música e do futebol.

No painel “Onça Pintada” retrata o maior e mais enigmático felino brasileiro com técnica mista sobre MDF. O tema também é um dos mais recorrentes em seu trabalho como atuador.

  vagnerdesenhosrealista@gmail.com

Walison Melo Teixeira
Walison Melo Teixeira – 05/03/1991
Açailândia – Maranhão
Título: Bioma
Técnica: Mista sobre MDF
Ano: 2020
Dimensões: 0,90 x 1,83 x 0,015m

Nascido em Imperatriz (MA), o artista foi criado e reside em Açailândia (MA). O primeiro trabalho artístico foi ainda na adolescência, quando começou a desenhar figurinos de quadrilhas de São João. Como ator, desde 2012 integra o grupo cênico Cordão de Teatro, com o qual já se apresentou em diversas capitais como Fortaleza, Teresina e São Paulo. Também é professor de teatro na ONG Centro de Defesa da Vida e pelos Direitos Humanos.

Bioma marca sua estreia com a pintura de painel em MDF, utilizando técnica mista em spray e tinta acrílica. A motivação, segundo o artista, foi retratar um pouco do ambiente amazônico, de forma positiva, viva – apesar das tristes queimadas que tomaram grandes proporções em 2020.

  walisoncordao@gmail.com

Rua das Esmeraldas, 141
Jardim das Palmeiras
Canaã dos Carajás/PA

 

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